
Nós vivemos num mundo totalmente informatizado, as distâncias hoje praticamente não existem, pois, as pessoas têm acesso em tempo real à notícias das mais diversas partes do mundo; portanto, podemos resumir tudo isso dizendo que a tecnologia mudou nossas vidas; porém, resta a pergunta: para bom ou para ruim?
Em tratando-se da liturgia podemos fazer uma reflexão sobre os meios de comunicação do Brasil, especificamente a TV que ainda é o veículo de informação mais massivo, e constatarmos que o sonho de Jesus se perdeu há algum tempo.
Na comunidade dos discípulos Jesus sempre bateu na mesma tecla: "a verdade"; Quem é da verdade escuta a minha voz" (Jo. 18,37) dizia ele, entretanto, se ligarmos nossas televisões em qualquer dia da semana (nos canais católicos!) assistiremos a um show de "falsidade". Infelizmente esta é uma realidade dura, "a verdade do sinal" no nosso culto, tão sonhado por Jesus e por nossa Santa Igreja praticamente passou a ser algo utópico, distante da realidade das celebrações que chegam ao conhecimento do povo.
Infelizmente a maioria dos padres e outros responsáveis pelos meios de comunicação não souberam interpretar o pedido de Paulo de pregar o evangelho em todos as circunstâncias e ambientes, deixaram as missas virarem "programas de auditório" onde existe um script a ser seguido e onde a "encenação" é o mais importante.
Com toda a certeza se Jesus fosse interrogado com a seguinte questão: o Senhor deseja mais fiéis ou fiéis melhores? Acredito que a resposta dele está clara para todos nós. Participar da herança de Jesus é viver o Evangelho pleno na "verdade". "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade" (Jo. 4, 23).
Cabe à minoria que ainda tem dentro de si a chama acesa do amor pela santa liturgia centrada no mistério pascal de Cristo, "verdadeiro" Deus e Senhor, lutar para ao menos em nossas comunidades preservarmos aquele jeito simples, verdadeiro, porém, nobre dos primeiros cristãos, sem precisarmos da ajuda da mídia criadora de "modelos de plástico" para o público.
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